Curso de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos com Namastê Messerschmidt

No Sítio Vale das Cabras em Joaquim Egídio, Campinas-SP – dias 29 setembro a 01 outubro 2023.

Conciliando conhecimentos teóricos com vivência e prática, o curso apresentará os princípios que fundamentam o design e a condução de sistemas agroflorestais produtivos e resilientes, dentro da perspectiva de construção de um novo paradigma de produção de alimentos saudáveis, serviços ambientais e geração de renda. Assim, serão abordados:
● Princípios da Agrofloresta
● Preparo do solo e adubação
● Desenvolvimento e consórcios de espécies vegetais
● Plantio com sucessão vegetativa no espaço e tempo
● A função da poda como acelerador de processos
● Prática de implementação de agrofloresta
os quais serão trabalhados na teoria e em campo sob a orientação do educador Namastê Messerschmidt e apoio da equipe do Sítio Vale das Cabras.

O Curso se destina a agricultores, técnicos, estudantes e demais interessados.

O Instrutor
Namestê Messerschmidt
é uma das referências brasileiras em Sistemas Agroflorestais Agroecológicos. No ano de 1999, aos 12 anos mudou-se para o Instituto Oca do Brasil, em Goiás, onde conheceu Ernst Götsch, o criador da agricultura sintrópica, começou a aprender e trabalhar com a técnica, e permaneceu lá por 11 anos. Por volta de 2010 inicia sua atuação junto aos indígenas, com cursos e consultorias facilitadas pela ATIX (Associação Terra Indígena Xingu), ISA (Instituto Socioambiental) e INPA (Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas). Em paralelo atua como consultor e instrutor em diversas organizações e com agricultores, incluindo: PNUD, MST, Fazenda da Toca, Cooperafloresta, entre outros. Em 2017, Namastê abre sua agenda de cursos e consultorias internacionais implantando sistemas agroflorestais nos seguintes países; México, Austrália, Nova Caledônia, Indonésia, Tailândia, Malásia, Angola, Madagascar, Argentina, França, Espanha e Portugal difundindo o conhecimento da Agrofloresta Agroecológica pelo mundo.

O Sítio Vale das Cabras, um centro de práticas sustentáveis na região, está situado na zona rural do distrito de Joaquim Egídio, na cidade de Campinas / SP, inserido na Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA Campinas). Desenvolvemos atividades de inovação socioambiental, trabalhamos em colaboração e construímos aprendizados. Nossos trabalhos estão estruturados nos eixos da gestão hídrica, agroecologia, bioconstrução, energia renovável, educação ambiental e alimentação consciente. Desde 2017 desenvolvemos um projeto pioneiro de compensação ambiental e restauração da Mata Atlântica a partir da implantação de SAFs.

Investimento
Este curso está sendo oferecido com base nos princípios da economia colaborativa.
O conceito do preço associativo leva em conta a realidade financeira de cada indivíduo, família ou organização, ou seja, o preço varia conforme a capacidade de pagamento de cada um. A escolha do preço a ser pago é feita pelo próprio cliente.
Os principais objetivos do preço associativo são:
• Abrir o leque de interessados;
• Fomentar a consciência financeira daquele que contrata o serviço;
• Negociar a partir de um princípio que busca a equanimidade econômico-social;
O preço escolhido não precisa ser necessariamente um dos três fixados, mas qualquer valor entre eles.

Formas de pagamento:
à vista via pix ou transferência bancária (com desconto de 10%)
ou parcelado em até 4x sem juros pelo PagSeguro.

⭕️Valor mínimo: cobre as despesas básicas – alimentação, logística, remuneração do facilitador + vagas sociais
R$ 780,00 à vista via pix ou transferencia bancária
ou R$ 867,00 parcelado em até 4x sem juros pelo Pag Seguro —>

⭕️Valor real: cobre os custos com alimentação, logística, remuneração do facilitador + vagas sociais + remuneração para a equipe produtora do curso
R$ 870,00 à vista via pix ou transferência bancária
ou R$ 966,00 parcelado em até 4x sem juros pelo Pag Seguro —>

⭕️Valor ideal: cobre os custos com alimentação, logística, remuneração do facilitador + vagas sociais + remuneração para a equipe produtora do curso + criação de um fundo que possibilita a participação de pessoas que, no momento, não dispõem do valor mínimo
R$ 960,00 à vista via pix ou transferência bancária
ou R$ 1066,00 parcelado em até 4x sem juros pelo Pag Seguro —>

Queremos que sua vontade de participar, nosso saber e trabalho possam ser reconhecidos e assim estabelecer uma relação de troca justa e fraterna. Nosso convite é que você pondere sobre sua capacidade financeira e o que busca neste curso e nos indique o valor da sua contribuição. 😉

Chave pix:
contato@sitiovaledascabras.com.br

Para fazer a inscrição basta preencher este formulário e enviar o comprovante de pagamento via whatsapp. Sua inscrição está garantida assim que receber nossa confirmação

Hospedagem e alimentação
Oferecemos alimentação para os três dias de atividades – a hospedagem não está incluída. As refeições no Sítio são vegetarianas, com opções veganas.
A hospedagem é por conta do participante. Para sua comodidade indicamos uma opção de hospedagem nas proximidades do Sítio Vale das Cabras:
Haras do Pégasus – Sônia – (11) 99334-8714
https://www.facebook.com/harasdopegasus
Oferecemos possibilidade de camping com banheiro e chuveiro de uso coletivo. Todos os equipamentos para o camping devem ser trazidos pelos alunos, não temos barracas para emprestar aqui.

Informações:
– Trazer material para anotações, botas ou sapatos fechados, chapéu, protetor solar, luvas e disposição.
– Turma limitada a 30 alunos.


Curso Desenho e Manejo de Sistemas Agroflorestais Sintrópicos com Juã Pereira

Realizado pelo Instituto Ibá de Agroecologia e Sítio Vale das Cabras em Joaquim Egídio, Campinas-SP – dias 04 a 06 de outubro de 2019

Conciliando conhecimentos teóricos com vivência e prática, o curso apresentará os princípios que fundamentam o design e a condução de sistemas agroflorestais produtivos e resilientes, dentro da perspectiva de construção de um novo paradigma de produção de alimentos saudáveis, serviços ambientais e geração de renda. Assim, serão discutidos temas como sintropia, sucessão natural, seleção de espécies para composição do SAFs, consórcios, preparo do solo, desenvolvimento e manejo de espécies, os quais serão trabalhados em campo sob a orientação do nosso instrutor e das equipes do Instituto Ibá de Agroecologia e do próprio Sítio Vale das Cabras.

O Curso se destina a agricultores, técnicos, estudantes e demais interessados.

O Instrutor
Juã Pereira
é uma das referências brasileiras na Agricultura Sintrópica. Formado em Ciências Biológicas e com formação complementar em Permacultura produz seus alimentos e experiências no Sítio Semente (DF). Hoje viaja pelo país semeando conhecimentos e apoiando novas experiências em SAFs.

O Sítio Vale das Cabras, considerado uma área de referência em práticas sustentáveis na região, está situado na zona rural do distrito de Joaquim Egídio, na cidade de Campinas / SP, inserido na Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA Campinas). Seus objetivos são desenvolver atividades de inovação socioambiental, trabalhar em colaboração e construir aprendizados. Os trabalhos no Sítio estão estruturados nos eixos da gestão hídrica, agroecologia, bioconstrução, energia renovável, educação ambiental e alimentação consciente. E desde 2017 desenvolve um projeto pioneiro de compensação ambiental e restauração da Mata Atlântica a partir da implantação de SAFs.

O Instituto Ibá de Agroecologia é uma organização sem fins lucrativos que atua na região de Campinas desde 2017. Sua equipe interdisciplinar desenvolve processos de construção do conhecimento para o apoio à produção de base ecológica, soberania alimentar, economia solidária, saúde humana e ambiental, equidade de gênero e à valorização sociocultural de comunidades rurais. O Ibá acredita e trabalha pela expansão e fortalecimento da Agroecologia como estratégia para a construção de relações cooperativas, equitativas e saudáveis, em um futuro próximo e possível.

Este curso está sendo oferecido com base nos princípios da economia colaborativa. No valor proposto está incluso o curso e alimentação para os três dias de atividades – a hospedagem não está incluída.
O conceito do preço associativo leva em conta a realidade financeira de cada indivíduo, família ou organização, ou seja, o preço varia conforme a capacidade de pagamento de cada um. A escolha do preço a ser pago é feita pelo próprio cliente.
Os principais objetivos do preço associativo são:
• Abrir o leque de interessados;
• Fomentar a consciência financeira daquele que contrata o serviço;
• Negociar a partir de um princípio que busca a equanimidade econômico-social;
O preço escolhido não precisa ser necessariamente um dos três fixados, mas qualquer valor entre eles. A base de cálculo do preço mínimo leva em conta suprir as despesas básicas. O preço real inclui nossas necessidades com despesas de manutenção e desenvolvimento. O preço ideal inclui fundo para projetos desenvolvidos pelas instituições que produzem o curso.

Desconto de 10% para pagamento até dia 6/9.
Valor mínimo: até 6/9 >> 549,00 // depois de 6/9 >> 610,00
Valor real: até 6/9 >> 659,00 // depois de 6/9 >> 732,00
Valor ideal: até 6/9 >> 769,00 // depois de 6/9 >> 854,00

Os dados bancários para o pagamento são:

Banco Do Brasil
Ag 4053-3
Cc 21845-6
CPF 275794708-70
Gustavo Tullio Fernandes

Para fazer a inscrição basta preencher este formulário e enviar o comprovante de pagamento via email ou whatsapp. Sua inscrição está garantida assim que receber nossa confirmação 😉

Hospedagem
A hospedagem é por conta do participante. Para sua comodidade indicamos uma opção de hospedagem nas proximidades do Sítio Vale das Cabras:
Haras do Pégasus – Sônia – (11) 99334-8714
https://www.facebook.com/harasdopegasus

Informações:
– Trazer material para anotações, botas ou sapatos fechados, chapéu, protetor solar, luvas e disposição para trabalhar.

Política de cancelamento:
Em caso de cancelamento da sua participação até o dia 06/09/19 o valor pago será devolvido integralmente. Em caso de cancelamento do evento por motivos de força maior (chuva, outros), o valor pago será devolvido integralmente.

Para esclarecer qualquer dúvida, entre em contato com a gente.

Carol
(19) 99170 1310
ibaagroecologia@gmail.com

Leila
(19) 99614-6317

 

Patrícia
(19) 99831-3090

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: AGRICULTURA FAMILIAR E MERENDA ESCOLAR

Quando a articulação entre programas públicos e privados se junta ao engajamento de pessoas determinadas a fazerem a diferença, o resultado é geração de valor compartilhado. Tivemos a oportunidade de vivenciar as potencialidades de um arranjo multissetorial cujo objetivo é o fortalecimento da cadeia agroecológica e desenvolvimento local. De junho/2018 a abril/2019, planejamos e realizamos o projeto Da Terra ao Prato na cidade de Colatina/ES, com recursos da plataforma de investimento social privado chamada Movimento Coletivo.

O escopo do trabalho foi aumentar a oferta de produtos agroecológicos da agricultura familiar no programa de alimentação escolar da cidade. As escolas municipais são os maiores restaurantes das cidades! O Da Terra ao Prato está em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU ligados à agricultura sustentável, educação de qualidade e novas relações de consumo. Trabalhamos nos eixos da produção, distribuição e educação de forma colaborativa com os stakeholders ligados à cadeia agroecológica local. Nos relacionamos com produtores da agricultura familiar local, associações rurais, cooperativa de produção rural, órgãos de pesquisa e estudos, secretarias do Município e comunidade escolar. O projeto foi desenhado para ser uma fonte informativa e motivadora para que outros arranjos sejam criados em seus territórios e a metodologia de trabalho evolua e se torne uma tecnologia social de fortalecimento da agroecologia e desenvolvimento local.

Para ilustrar um pouco os resultados socioambientais positivos, contaremos uma história pontual do nosso trabalho: a inclusão do milho verde na merenda escolar de 2019 e como esta leguminosa conectou diversos atores e programas para beneficiar milhares de alunos da rede pública de ensino de Colatina.

Nos encontros realizados com o Departamento de Merenda e a Cooperativa da Agricultura Familiar – CAF foi levantada a possibilidade de inclusão de novas hortaliças da agricultura familiar na Chamada Pública de 2019 para aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar. Entre os itens estava o milho verde, que não constava nas compras do Município havia muitos anos. A intenção da compra foi oficializada no Workshop de Planejamento de Produção Agroecológica para a Merenda Escolar, encontro histórico realizado na propriedade rural da família do Ercílio e Norma Braun. Sob a sombra de um lindo pé de jambo, representantes de diversos órgãos e produtores semeavam o diálogo para identificar oportunidades e desafios da inclusão dos produtos agroecológicos na merenda escolar.

Milho Imperador – 204

Em outra região do Estado do Espírito Santo, na Unidade de Referência em Agroecologia – URA de Venda Nova do Imigrante, o Incaper, representado pelo pesquisador Dr. Jacimar de Souza, reunia mais de 300 pessoas de todo o Estado para o lançamento das sementes de milho crioulo próprias para o plantio orgânico, resultado de 28 anos de pesquisa pública aplicada. Alugamos um micro-ônibus com mais 14 produtores locais e, 6 horas depois, estávamos na URA participando deste dia super importante para a agroecologia nacional. Foi um encontro de motivação e capacitação para os produtores. Ao final, saímos com a parceria do Incaper para o fornecimento das sementes orgânicas para o plantio do milho para a merenda escolar.

No dia seguinte, no encontro de planejamento de produção da CAF, a diretoria da cooperativa – aqui representados pelo Edivaldo e Francisley – , em um ato de coragem e pioneirismo, assumiu a posição estratégica perante seus cooperados de dar preferência pela compra de produtos agroecológicos aos produtos convencionais.

No 2ª Workshop de Planejamento Agroecológico, o Wanderson, do Departamento de Merenda, definiu o mês de junho (festividades) para realização da compra do milho verde – 7.500 espigas. Assim, os produtores Wellington Schmild e Elias Braun puderam se planejar para preparar a terra e em março/2019 fizeram o plantio das sementes de milho fornecidas pelo Incaper.

Com toda a articulação realizada e a confiança fortalecida entre os atores, foi construído o caminho para que todo o milho verde da merenda escolar de 2019 seja de produção agroecológica! Uma alimentação limpa desde a semente até o consumo!

A CAF está realizando a identificação dos produtos agroecológicos que serão entregues para a merenda escolar. A Cacá, da Secretaria de Educação e o Wanderson estão se organizando para comunicar para as escolas municipais a procedência dos produtos agroecológicos, o seu valor para o desenvolvimento local e a qualidade nutricional para os alunos.

Além do milho, aipim, banana, abóbora e cebolinha verde são os produtos agroecológicos que também estarão presentes na alimentação das crianças e jovens da rede municipal de ensino em 2019. Estudantes bem alimentados, melhores condições de aprendizagem! Esta é a ponta final do círculo virtuoso, na outra ponta está uma rede de produtores rurais fortalecidos, produzindo alimento limpo, água, biodiversidade e cultura para a cidade. Uma relação ganha-ganha entre produtores, estudantes, poder público e sociedade. Estes últimos se beneficiam de serviços ecossistêmicos essenciais para a sustentabilidade das cidades, produzidos de forma gratuita pelos produtores agroecológicos, gerando desenvolvimento sustentável.

Desses meses de relacionamento com os parceiros locais, além da amizade, levamos a certeza de que arranjos territoriais para gerarem impacto positivo devem pensar grande, agir pequeno e começar logo!! Parabéns a todos!!

A equipe Da Terra ao Prato: Eduardo da Rocha e Souza, Patricia Campiol, Gustavo Tullio Fernandes e Ricardo Abrahão.            

Agrofloresta – sustentabilidade para as cidades

Quando recebemos grupos de visitantes aqui no Sítio Vale das Cabras para falar de educação ambiental, recorremos a perguntas como essas: o que é mais importante, um relógio ou um copo de água fresca? Um tênis novo ou um prato com comida gostosa? Estas perguntas em tom descontraído deveriam fazer parte, de forma bem séria, de todo o planejamento urbanístico de uma cidade. Afinal, como uma sociedade pode se alinhar ao desenvolvimento sustentável sem considerar o acesso universal à água limpa e à segurança alimentar como direito fundamental básico? Estamos falando de qualidade de vida como exercício ativo de cidadania.

Portanto, manter os serviços ecossistêmicos das zonas rurais é uma estratégia de sobrevivência para uma cidade. Lembram das aulas de geografia sobre cinturão verde? Pois é, tá na hora de colocarmos em prática este ensinamento.

Aprendemos que uma floresta em pé consegue manter um ciclo hidrológico altamente eficiente, constituindo-se em um enorme reservatório de água de chuva, carregando os lençóis freáticos, florescendo milhares de nascentes e nutrindo os rios da região com água limpa. Rios estes que são nossa fonte vital de abastecimento. Aí podemos entender a relação direta da crise hídrica de muitas regiões metropolitanas brasileiras com suas áreas rurais degradadas. Perdemos a capacidade ecológica para armazenar água de chuva no local, tudo escoa rapidinho para o oceano, levando os nutrientes do solo e assoreando os rios. 

Outros serviços ambientais da floresta é a conservação da biodiversidade, do clima e das características socioculturais do local. 

O potencial de impacto socioambiental positivo de um reflorestamento é tão amplo que esquecemos de incluir um serviço ecossistêmico super importante: a produção de alimentos agroecológicos, ou seja, alimentos saudáveis, sem agrotóxicos e que respeitam o solo e a cultura local. Estamos falando dos sistemas agroflorestais, técnica ancestral de consorciar espécies de árvores nativas com culturas agrícolas diversas. Numa mesma área é possível pensar floresta, frutas e hortaliças. Olha que fabuloso!

 O Brasil possui milhares de hectares de áreas degradadas que poderiam receber um programa de reflorestamento produtivo, cujo investimento é baixo e o retorno para a sociedade é alto. Este investimento pode vir dos programas públicos de reflorestamento ou do setor privado, como política corporativa de responsabilidade socioambiental.  É um modelo ganha-ganha, uma vez que ganha o produtor rural, muitos da agricultura familiar, que recebe a custo zero uma área de preservação e pronta para a produção agrícola. Ganha a cidade, pois aumenta seu abastecimento de água e alimentos saudáveis. Ganha a sociedade porquanto mantém a biodiversidade e a cultura do campo preservados. 

Aqui no Sítio Vale das Cabras começamos um projeto pioneiro em parceria com a Prefeitura de Campinas, em 2017. Recebemos o primeiro reflorestamento produtivo da cidade, uma inovação dentro do programa público do Banco de Áreas Verdes, destinado à compensação ambiental. São 5.000 m² de área de plantio, onde estão 1052 mudas de árvores nativas, sendo mais de 30 espécies diferentes. Consorciado ao plantio nativo, estão árvores frutíferas como laranjas, limões, tamarilos, bananas, mamões e outras espécies. Já plantamos e colhemos milho, mandioca, quiabo e batata doce, tudo fornecido para nosso CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura. É incrível a mudança da paisagem com apenas um ano de projeto, vivenciamos a força de regeneração da natureza. Mais culturas agrícolas ainda estão por vir.

 Aos poucos está surgindo uma área de refúgio ambiental que se conecta com nossa horta, gerando equilíbrio agroecológico para todo o sítio. 

Outro objetivo do projeto é a sua replicabilidade. Mostramos na prática os ensinamentos da permacultura. Já realizamos 6 oficinas agroflorestais e 4 dias de programa de voluntariado. Foram lindos dias de muito troca e aprendizados, sempre acompanhado de uma alimentação orgânica produzida aqui mesmo. 

 Estamos inseridos na Área de Proteção Ambiental de Campinas/SP, que corresponde a 35% do município, uma região de alta relevância ecológica. Infelizmente, hoje, representada por áreas rurais degradadas que perderam sua vocação produtiva e que sofrem com a pressão imobiliária. Queremos colaborar para que a agrofloresta se estenda por toda a APA, atingindo centenas de hectares, abastecendo Campinas com muita água e alimento de qualidade. Mais saúde e mais afeto para todos!

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